Papai Noel às Avessas (Bad Santa), de 2003, dirigido por Terry Zwigoff

Não se deixe enganar pelo título genérico e pelo trailer mais ou menos. Este é, sem sombra de dúvida, o melhor, mais engraçado e mais escroto filme de natal já feito. Billy Bob Thornton é um ladrão que se veste de Papai Noel para, na noite de natal, roubar o shopping onde trabalha com a ajuda de Tony Cox, seu duende particular. Só que ele é alcoólatra, cheirador, gosta de comer cu de gorda, tem incontinência urinária e é incapaz de ter uma conversa com qualquer pessoa sem mandá-la para a casa do caralho. Ele acaba se afeiçoando por um molequinho gordinho meio retardado (em muito parecido comigo nessa idade) e é aí que o politicamente correto vai para o espaço, com grosseria atrás de grosseria e uma sessão de porrada dele nos pivetes que bullynavam o garoto. Com a participação de dois saudosos e hilariantes atores, Bernie Mac e John Ritter, Papai Noel às Avessas pega o papel onde estão escritas as tradições do natal e usa para limpar a bunda com aquela violência de arrancar cabelo.


Papai Noel das Cavernas (Rare Exports: A Christmas Tale), de 2010, dirigido por Jalmari Helander

Este último filme da lista é também o momento Garimpo dela. Ainda que aqui no Rio de Janeiro a gente seja criado para achar que papai noel mora em Penedo, na inacreditável e lamentável “Casa do Papai Noel” que tem por lá, a verdade é que este ser mitológico mora e escraviza seus duendes na parte finlandesa da Lapônia, lugar em cujas relações de trabalho o governo brasileiro se inspirou para fazer a reforma trabalhista. No adequadamente traduzido Papai Noel das Cavernas, uns moleques remelentos descobrem que uma corporação malvadona está escavando uma montanha lá no quinto dos infernos onde eles moram. A tal montanha é, na verdade, a maior sepultura do mundo e nela estão enterrados Papai Noel e sua trupe de duendes. Só que Papai Noel é na verdade um demônio gigante e chifrudo e seus duendes são uns velhinhos totalmente cracudos em biscoito de gengibre. Mais uma vez inspirando a atual legislação trabalhista nacional, o longa termina com a tal corporação do mal e uns pastores de renas da região se juntando para explorar o trabalho escravo dos duendes usando o vício deles em biscoito de gengibre.

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