Blade Runner 2049, lançado em 8 de outubro de 2017, dirigido por Denis Villeneuve

“No mais, Blade Runner 2049 é outro acerto na carreira de Denis Villeneuve. Desde a primeira cena, percebe-se que estamos diante de um diretor – assim como Ridley Scott em 1982 – em total controle de sua técnica. Uma das principais qualidades do diretor canadense é contar uma história em um ritmo que deixa entrever as diferentes peças de um quebra-cabeça narrativo ao mesmo tempo em que instiga o espectador a questionar os diferentes significados das intenções dos personagens. É um cinema inteligente e estimulante, que interroga mais que do que afirma.
Em resumo, Blade Runner 2049 consegue o que parecia impossível: expande as temáticas do filme original sem usá-lo como lugar-comum nostálgico. É um filme enigmático, até mesmo provocante, e que transporta o espectador para um mundo aparentemente familiar, apresentando extraordinárias e também assustadoras surpresas. Ou seja, eleva o ‘estranho’ à categoria de obra de arte.”

Por Anderson Gomes, crítica publicada em 5 de outubro de 2017


A Guerra dos Sexos (Battle of the Sexes), lançado em 19 de outubro de 2017, dirigido por Jonathan Dayton e Valerie Faris

“Saí do filme há algumas horas e lhes escrevo ainda imersa e fisgada na partida de tênis que ocupa os momentos finais do longa. Confesso que jamais imaginaria que ficaria vidrada em uma. Tênis é chato (opa). Com um sorriso e lágrima cambaleando pelo rosto, posso dizer com firmeza que o filme não saiu de mim, contudo. E esse é um enorme privilégio. Por fim, perigando cair em um egocentrismo desmedido, digo: até que sou espertinha sim. Sem diminutivos. Ensinemos às mulheres a tecer elogios para suas qualidades, e não mais aceitá-los acanhadas, em migalhas e ainda forçando modéstia. Não se olhem apenas de relance no espelho; contemplem-se.”

Por Larissa Moreno, crítica publicada em 20 de outubro de 2017

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