Mãe! (Mother!), lançado em 21 de setembro de 2017, dirigido por Darren Aronofsky

Alvo de nosso segundo Movie Battle, Mãe! polarizou dois lados aqui do site. Foram três resenhas, uma enxovalhando (vai se foder, Marco!) e duas visões diametralmente opostas em sua análise, mas unânimes ao eleger a obra como a única a receber a nossa 6ª e dourada claquete. Mãe! é o filme mais bem avaliado do ano no MetaFictions e o mais bem avaliado de nossa ainda curta história.

“Cheguei à Estação Ipanema, minha única e última pátria, respirando fundo, com passadas largas. Entrei no cinema e abri os braços. Terminei de joelhos, aplaudindo solitário, com as lágrimas ecoando pelas bochechas rosadas. Em 2 horas estava contada a mais triste das histórias. Com o uso de apenas uma casa, Aronofsky foi capaz de esmiuçar a melancolia de Meca até Canaã. O vício de preencher, a insistência em existir e se convencer com sussurros noturnos que no céu tudo é perfeito, enquanto convertemos o que temos no nosso inferno particular. Seguindo falsos profetas e banhando-nos em seu sangue, traçamos nosso caminho de horror.”
Por Thotti Cardoso, crítica publicada em 22 de setembro de 2017

“Em Mother!, Darren se vale da sua carreira extremamente sólida para realizar algo tão sincero e tão verdadeiro que o resultado é o que estamos a ver: uma divisão brutal da crítica. O filme não é para o grande público. Essa é a sua expressão pessoal mais visceral, por isso tão carregada de simbologias que fazem de cada elemento narrativo algo de uma profundidade absurda. Somos tragados pela história de forma que não conseguimos mais ver o topo, a saída. A profundidade nos leva através de uma correnteza devoradora. O filme se sustenta por si só. O filme se sustenta em cada uma das (para mim) seis leituras possíveis. O filme não para após os créditos, mas desafia suas percepções por horas, dias, semanas. E, exatamente por isso, trata-se de uma obra-prima, de Arte em seu estado mais pleno.
Não há um só título, em toda a sua filmografia, que não seja perfeito. Há, no entanto, três ou quatro que extrapolam o perfeito. É o que chamamos, usualmente, de obra-prima. Mother! é uma delas.”
Por Rene Michel Vettori, crítica publicada em 28 de setembro de 2017

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