Amanhã é a grande celebração anual do Cinema mundial. Grande pelo glamour, mundial pela tentativa de englobar obras de todos os lugares do mundo. No duro, no duro, sabemos ser a maior homenagem americana para os filmes deles. Uma festa deles para eles e por eles. Sabedores disso, vemos, ano após ano, algumas decisões um tanto quanto “curiosas” em relação aos vencedores. Sabemos, ainda, que, pela visibilidade que a premiação tem, muitas vezes a Academia precisa ceder às pressões políticas e sociais impostas pelas necessidades do mundo naquele momento. E assim segue o Oscar.

Mas para nós aqui no MetaFictions, o que vale mesmo é o Cinema pelo Cinema. É o que justifica o gasto de nosso tempo e de nosso dinheiro para não receber nada além de algumas falas bem-vindas e engraçadas de nossos leais leitores em troca. O que fazemos aqui fazemos tão somente pelo amor que temos por esta forma de Arte. Logo, no auge de nosso egocentrismo, entramos em um devaneio coletivo compartilhado por um grupo de 10 pessoas, no qual nos imaginamos como a Academia votante do Oscar. Sendo assim, tradicionalmente (e tenho usado bastante essa palavra aqui) fazemos dois tipos de votação nisso que chamamos de “Pitaco MetaFictions”: um bolão, no qual tentamos antever a decisão de Hollywood; e a realização do nosso ego, o chamado “Oscar MetaFictions”.

Neste, todos nós, os colaboradores de sempre, realizamos os votos nas principais categorias da premiação e contemplamos aqueles que, se dependesse de nós, seriam os merecedores de voltar para casa com a estatueta dourada (ou o “homenzinho dourado”, como chama jocosa ou carinhosamente nosso grande Marco Medeiros, o Xenofonte do século XXI em seu já tradicional artigo Precisamos Falar do Homenzinho Dourado).

Por vezes, o Oscar MetaFictions é uma forma de, em nosso foro íntimo coletivo, se fazer justiça naquelas ocasiões bem “tapetão” da Academia. O curioso nessa vez, no entanto, é que, ao que tudo indica, nossas escolhas flertam muito intimamente com o que deveremos contemplar amanhã. Não porque só há um bom entre os indicados, mas porque, diferente do ano passado, há alguns destaques muito firmes entre uma lista extremamente agradável de possibilidades. Uma premiação que trouxe grandes e inesquecíveis obras para o seu hall e que irão duelar no coração de cada um dos votantes de Hollywood, assim como duelaram firmemente em nossos corações apaixonados.

And the Oscar goes to…

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