Melhor Roteiro Adaptado – JoJo Rabbit, adaptado por Taika Waititi de romance de Christine Leunens. Texto por Leilane Vettori. 

O pesado assunto considerado como o maior trauma do século XX ganha contornos mais suaves ao contar a história de uma criança alemã contaminada pela ideologia nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Um tema tão forte como este teria no drama puro o seu principal gênero, no entanto o roteirista e diretor Taika Waititi traz tons cômicos e sensíveis em uma sátira à ideologia germânica, abordando de maneira leve as relações familiares, de amizade e a primeira experiência amorosa de um garoto. O trabalho refinado de Waititi produz uma história crítica, emotiva e com leves camadas de humor sobre a reconstrução de um indivíduo antes infectado por um pensamento destrutivo.


Melhor Roteiro Original – Parasita, roteiro de Boong Joon-Ho e Jim Won Han. Texto por Rodrigo Cirne.

O roteiro de Parasita é um primor sob todos os ângulos. Ali estão contidos os conflitos mais instigantes que o filme expõe e há, a todo momento, um subtexto maravilhoso, que expõe a violência de classe que o filme denuncia, além de imprimir um senso de humor sutil e inteligente à saga das duas famílias parasitárias entre si. Aliado à direção primorosa de Bong Joon-Ho (que também assina o roteiro), este roteiro original é para nós o melhor de seu gênero neste ano que passou e merece todas as homenagens de quem ama o cinema.

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