Melhor Atriz – Renée Zellweger por Judy – Além do Arco-Íris, por Valentina Schmidt.

Nas últimas edições do Oscar, cinebiografias tiveram uma presença confirmada e este ano não é diferente. Indicado a 2 Oscars, incluindo Melhor Atriz, Judy – Muito Além do Arco-Íris retrata os últimos meses da vida da atriz e cantora Judy Garland (Renée Zellweger) em Londres, onde fará uma série de concertos. Apesar de ser um filme mediano como um todo, a atuação de Renée Zellweger é de outro mundo. Considerando a aclamação de sua performance e a quantidade de prêmios que vem ganhando, é quase certo que a vencedora do Oscar sairá da cerimônia com uma segunda estatueta.


Melhor Ator – Joaquin Phoenix, por Coringa. Texto por Gabriel Eskenazi.

Todos nós já sabemos que Joaquin Phoenix é um ótimo ator, não estou aqui para martelar o óbvio, ou talvez esteja. O trabalho de Joaquin em “Coringa” não é uma “boa performance”, nem uma “ótima atuação”, é algo além. Algo que só alguém com o talento de Phoenix poderia conseguir: entrar na cabeça de um louco. A figura do Coringa não é desconhecida para grandes atores, Jack Nicholson e Heath Ledger por exemplo. Contudo, cada um interpretou o personagem de forma diferente, dando sua própria pitada de carinho ao papel. No caso de Joaquin, não foi diferente. O ator, munido do roteiro e direção, subverte o nosso conceito da clássica risada do vilão, tornando-a algo doído e involuntário. Ele não consegue sorrir, ele precisa forçar um sorriso que dói tanto, que uma lágrima cai de seu olho esquerdo e Joaquin entendeu o que os pequenos momentos trazem para o personagem: a força da performance. Ao longo do filme, vemos cada vez mais essa descida na loucura e na maldade. Os olhos de Joaquin, a maneira que ele entrega suas falas, a linguagem corporal, tudo foi feito com maestria, a ponto de me fazer sentir algo terrível quando saí do filme pela primeira vez. Por favor, entenda, é um estudo de personagem, se o trabalho do ator não funcionasse, o filme desabaria. O trabalho de Joaquin é tão bem feito que, quando ele coloca, deslizando sem dificuldades, os dedos na boca formando – e não forçando – um sorriso, eu derreti na cadeira, não porque eu torcia por ele, mas sim, porque eu vi o nascimento de um monstro. O nascimento do Coringa.

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