Um dos mais esperados (o que não significa o mais importante) e ricos festivais do Cinema chega a sua 89° versão. Uma festa da “América para os americanos”. E, sendo assim, não é de se esperar outra coisa que não uma premiação deles para eles mesmos. Não o entendo como uma ode ao Cinema, mas uma homenagem às produções dos Estados Unidos. No contexto puramente cinematográfico, no que tange tão somente a Arte, Veneza já cedeu lugar a Cannes, que agora parece dar sua vez à Berlim. Mas, ainda assim, os Academy Awards ainda são a premiação de cinema mais falada pelo público em geral.

É certo que, após a cerimônia, os mais fanáticos pela arte sentem alguma injustiça por parte da Academia (Kubrick nunca ganhou uma estatueta; Scorsese demorou décadas; alguns dos melhores do ano sequer foram indicados). Por isso, é normal que no dia seguinte a gente sinta uma ressaca artística, como se aquele gole de homenagem pesasse dentro de nós. Mais do que isso, em alguns casos, parece que a estatueta perdida nos faz partilhar do castigo de Atlas, sustentando o planeta nas costas, tamanho nosso amor pelo Cinema e nosso comprometimento com o sacrifício de cada artista ali envolvido.

Para tentar suavizar a eterna punição grega que recai sobre nós, lançamos, todo ano, o Oscar MetaFictions, no qual cada um de nossa equipe vota naquelas que consideramos as principais categorias (sem dizer que as outras não sejam igualmente importantes), sendo selecionado qualquer filme elegível para o Oscar. Além disso, esse ano também fizemos um palpite do que apostamos ser o voto da Academia. Divirtam-se com nossas opiniões e adivinhações. E boa cerimônia para todos!

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