Antes de mais nada, preciso dizer que minha relação com esta franquia é intensa. Para entender melhor este contexto, peço que leiam o Especial Piratas do Caribe que redigi com muito carinho.

Nós, fãs, esperamos durante muito tempo pela estreia, a expectativa nos consomia fortemente, chega a ser algo inexplicável. Você anseia por aquilo, a chegada daquele momento incrível de assistir ao filme. Esta sensação é algo recorrente na minha vida, seja com os filmes da Marvel, DC ou da série Star Wars. Com Piratas do Caribe não é diferente.

Estava pronto para assistir ao filme, chamei um companheiro de guerra para encarar essa aventura comigo. Saí da escola após algumas aulas de química, física e biologia direto para o cinema. Meu entusiasmo era alto, bem alto. Chegamos eu e meu amigo ao cinema e ainda faltavam em torno de 30 minutos, que na minha cabeça eram aproximadamente 46.732. Finalmente entramos e eu estava pronto. Submergi na minha infância com Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar.

Henry Turner (Brenton Thwaites) é filho de Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swan (Keira Knightley), desde pequeno Henry seu pai da maldição que o prende ao navio “O Holandês Voador”, já conhecido da saga. Nove anos depois, Henry está decidido a encontrar Jack Sparrow (Johnny Depp), pois só com ele o pequeno Turner poderá ir atrás do tridente de Poseidon, artefato capaz de quebrar qualquer maldição. Sparrow, por sua vez, está em Londres, fazendo merda como sempre. Lá também se encontra Carina Smyth (Kaya Scodelario), uma astróloga, que deseja também encontrar o tridente.

Henry Turner.

Sparrow continua o mesmo de sempre. Engraçado, sarcástico, um sem noção e imbecil… Só por isso eu já era novamente uma criança.

Estreando na franquia temos Henry, que é um herói, assim como o pai, mas que, ao contrário do pai, não renega sua vocação pirata.É o herói clássico, que cumpre seu papel sem adicionar muito ao enredo. O destaque dessa vez é Carina uma personagem destemida, forte e com marcada presença no filme. Ela é independente e é bem construída o suficiente para, facilmente, carregar uma história sozinha.

Paralelo à busca de Henry Turner, temos o capitão Salazar (Javier Bardem) conseguindo escapar do Triângulo do Diabo. Ele, há muito tempo, tinha decidido acabar com todos os piratas. No entanto, ele cruzou com Jack Sparrow, que, após uma manobra de navio, levou Salazar, junto com seu navio e seus tripulantes, a caírem no Triângulo do Diabo resultando nas suas mortes. O local de óbito de Salazar e cia. era amaldiçoado e os transformou em fantasmas. Agora ele quer vingança contra Sparrow.

Salazar e seus comparsas fantasmas.

Como já havia dito no especial sobre a franquia, com os vilões de Piratas do Caribe não tem erro. Eu fiquei curioso para saber se Salazar quebraria a regra. Posso dizer que ele a segue à risca, mesmo sem ser o o melhor vilão da franquia. O que talvez eu tenha mais gostado neste personagem é o quão desagradável ele é em cena, no sentido de incomodar quem está a sua volta. Ele é também um tanto quanto excêntrico e o motivo gerador de seus atos é crível. Salazar é forte e se sustenta, o que é difícil encontrar hoje em dia em um vilão.

Nosso querido Geoffrey Rush volta para este universo, só que, após os eventos do quarto filme, Barbossa se tornou o maior pirata dos mares. Como sempre, o personagem é ótimo, dispensa comentários, sendo bem interessante como ele é desenvolvido no longa, após algumas reviravoltas as respeito das quais não entrarei em detalhes.

E, sim, Paul McCartney tem uma ótima ponta no filme.

Carina.

Talvez o maior trunfo do filme seja sua diversão, pelas ótimas tiradas humorísticas e pela criatividade, tanto de narrativa como visual. Isso tudo sustentado por efeitos visuais de excelente qualidade. O navio, a tripulação e o próprio Salazar estão impecáveis.

Tecnicamente o filme possui algumas características que incomodam. Começando pelas inúmeras cenas de baixa luminosidade, apesar de estar de noite, mal pude ver o que acontecia. Mas o que mais me faltou no filme foi uma luta de espadas consistente. Desde o primeiro filme, os duelos de espadas sempre foram muito bem feitos e bem encaixados, mas esta película deixou a desejar nesse quesito, em especial porque o roteiro apresenta algumas inconsistências em sua narrativa, mas nada que tenha impedido minha diversão.

Você pode perguntar: “É o fim? Acabou Piratas do Caribe?”. E a isso responderei sim e não. A margem para fazer outro é clara, porém não aberta o suficiente para ser obrigatório o desenvolvimento de um sexto filme. Ao assistir a cena pós créditos fiquei realmente confuso… e entusiasmado… viva o fan service!

Sr. Sparrow

Já falei aqui no site sobre ficar com raiva de críticos por não gostarem dos filmes que nós, público, gostamos. Sim, realmente fiquei decepcionado quando vi a avalanche de críticas ruins. Porém, ao sentar na minha cadeirinha do cinema e aparecer o logo da Disney, aquela decepção foi embora. Não me cabe ficar triste porque outros não gostaram. O que me cabe é construir minha opinião. Fiquei feliz em ter gostado do filme, por ser uma franquia que me marcou muito e construiu parte da pessoa que sou hoje. Só por isso já valeu parte do filme!

Minha mãe ficará feliz em saber que, nem minha criança interior, nem nosso querido Jack mudaram. Com certeza levarei meus pais para assistir, pois só desse jeito eles poderão entender o por que de eu quase derramar uma lágrima ao final do filme…

Já disse em meu artigo e repito aqui na crítica:

“Obrigado, Capitão Jack!”

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