Caso você tenha chegado aqui sem saber sobre o que se trata o filme, estando apenas curioso sobre o título ou por ter clicado em alguma # propositalmente inserida no post para te deixar intrigado, saiba que esse longa é praticamente o filme “A Origem”, filme dentro de filmes.

Punhos de Sangue é um longa sobre um lutador que inspirou o roteiro do filme Rocky. Olhando assim não parece muita coisa, especialmente se você não aprecia o filme do Stallone. Surpreendentemente, essa película agrada até mesmo quem nunca viu o garanhão italiano lutando boxe, mostrando vinculações dos personagens com o filme Rocky, mas não exigindo que isso seja um pré requisito para sentirmos vínculo com a obra.

Chuck Wepner (Liev Schreiber), conhecido mais como The Bleeder (o sangrador em tradução livre), era um pugilista peso pesado de certo renome no mundo do boxe. Ele recebe a chance de disputar o título mundial contra a lenda Muhammad Ali, que havia acabado de se tornar campeão. Chuck vira uma celebridade momentânea pós-luta especialmente pela forma que obtêm o resultado pela disputa do título.

Stallone encontrando com Chuck, versão século XXI.

Seu apelido vinha das enormes surras que ele levava, obviamente sangrando litros, sem cair no ringue, levando suas lutas até o final. Por conta dessa “habilidade” e a sua recém notoriedade, Silvester Stallone se inspira nele para escrever um roteiro que traria ao mundo um dos personagens mais icônicos da história do Cinema, Rocky Balboa, sendo indicado a 10 Oscar e levando 3 (incluindo melhor filme).

Partindo do lançamento de Rocky nos cinemas, o filme mostra o quão distorcidos são as pessoas e seus mitos. O quanto omitimos falhas e enaltecemos as qualidades de eventos, vidas e instituições. Rocky apresenta a essência do que foi Chuck, mas não sua totalidade e suas falhas de caráter, como não ser fiel à mulher que ama, seu vício na bebida e suas atividades fora dos ringues.

“It’s so sad that when you see someone as they really are, it ruins them” (Bojack)

Certamente o que mais se destaca nesse filme, além da atuação de Liev Schreiber, é o elenco de apoio. Naomi Watts (Linda) é a barwoman mais segura que já vi nos cinemas, se impondo a todo tipo de situação e clientes. Ron Perlman (Al Braverman), nosso saudoso Hellboy, é o agente e técnico de Chuck. É o velho (sim, ele está velho) e bom malandro do boxe dos anos 70, época que o boxe não era algo tão glamoroso quanto foi nos meados dos anos 80/90. Todas as suas maracutaias para deixar a luta prosseguindo e as próprias lutas que ele conseguia arranjar mostram sua sapiência nessa época “raiz” do boxe.

Apesar de um ritmo lento, o filme cumpre o que promete: fazer um retrato do Rocky de carne e osso.

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