4º) E.T. – O Extraterrestre, de 1982, dirigido por Steven Spielberg – Por Marco Medeiros

Com Tubarão, Spielberg inventou o cinema-pipoca. Com E.T. – O Extraterrestre, ele mostrou ao mundo que entretenimento e profundidade não necessariamente se anulam. É uma obra-prima. A história do garotinho triste que faz de tudo para ajudar o amigo ET a voltar pra casa é cinema em estado de poesia. O visitante espacial, cujo visual foi inspirado numa mistura dos rostos de Albert Einstein, do poeta Carl Sandburg e um cachorro da raça pug, faz com que nós, espectadores-terráqueos, pensemos que a grande viagem não é espacial. É interior. E, de quebra, o cinema ganhou uma de suas frases mais famosas: “Et…phone…home…”

3º) Distrito 9 (District 9), de 2009, dirigido por Neill Blomkamp – Por Gustavo David

Indicado para 4 Oscar (melhor filme, roteiro adaptado, edição e efeitos especiais), Distrito 9 é a quintessência do que deve ser a boa ficção científica. É um filme no qual as traquitanas tecnológicas, os alienígenas e as espaçonaves existem somente como um pano de fundo – e que PUTA pano de fundo – para um comentário social doloroso e necessário. Uma nave gigante, carregando milhões de “camarões” (como são chamados os alienígenas) aparece em Joanesburgo, África do Sul, cidade onde fica a favelona chamada Soweto, símbolo maior do Apartheid e nome da banda de pagode que lançou Belo ao estrelato. Subitamente, não são mais os negros a base dessa desigual pirâmide que compõe a sociedade sul africana e, de certa maneira, a sociedade humana em geral. Contando com uma narrativa que relevantemente entremeia depoimentos e imagens pseudo documentais com filmagens cinematográficas, somos testemunhas da história de Wikus (em fenomenal intepretação de Sharlto Copley), em sua jornada de descoberta de que nada é mais humano do que a desumanização do desconhecido.

Sugestões para você: