10º – Frankenstein (Frankenstein), de 1931, dirigido por James Whale

O maior monstro da ficção moderna teve sua versão cinematográfica mais célebre no início do cinema, quando James Whale levou às telas seu Frankenstein. Para o bem ou para o mal, a criatura tornou-se para sempre associada ao visual de Boris Karloff no filme, com seus olhos fundos e altura descomunal. Mesmo com algumas mudanças na narrativa de Mary Shelley, a autora que criou a criatura, Whale transcreve o romance com extrema sensibilidade, e hoje (especialmente após a espetacular homenagem de Bill Condon em Deuses e Monstros) é inevitável interpretar o filme por meio dos monstros interiores que assombravam o diretor inglês. A Universal pretende retomar seus monstros clássicos a partir desse ano com o já referido aqui lançamento de A Múmia e Frankenstein já está na fila com Javier Bardem no papel do monstro. Vamos aguardar e ver se essa nova produção vai fazer jus à obra-prima de 1931.
Por Anderson Gomes

9º – Abismo do Medo (The Descent), de 2005, dirigido por Neil Marshall

Após uma mulher passar por um trauma familiar enorme, suas amigas decidem levá-la a uma expedição para a exploração de uma caverna em algum lugar remoto na Grã Bretanha. Não demora muito até que as coisas deem errado, as amigas se desentendam (óbvio) e sangue PARA CARALHO seja derramado. O inglês Neil Marshall dirige aquela que é, na minha opinião, a obra prima do cinema de horror moderno. Mesmo muito antes de aparecer qualquer monstro (e esta é uma lista de monstro, então esse spoiler já estava inerente) o espectador já está tomado de um sentimento de cagaço e desconforto tal que muitos possivelmente sequer chegarão ao final do filme, em especial pessoas que sofram de claustrofobia. Com planos criminosamente claustrofóbicos e um esmero técnico raramente visto em filmes do estilo, Abismo do Medo vai resolver sua prisão de ventre ou então condená-lo a constipação eterna.
Por Gustavo David

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