6º – Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros (Jurassic Park), de 1993

Hoje em dia a gente entra num cinema e tem nave, extraterrestre, monstro, robô gigante, explosão, todo o tipo de coisa inimaginável, e a geração atual pressupõe que tudo isso seja algo óbvio, natural. A maioria dos guris que assistem a filmes nos IMAXes da vida não tem como ter a dimensão do que foi sentar em uma sala escura e ver um Tyrannosaurus Rex pela primeira vez. Não um camarada dentro de uma roupa de borracha ou um boneco em stop-motion. Um T. Rex. De verdade. Em filme. De verdade, sim, pois, praquelas pessoas que assistiram a Jurassic Park, não havia nada mais que pudesse superar a exatidão com que a Industrial Light and Magic trouxe de volta à vida aquela criatura magnífica, extinta há 65 milhões de anos. Ainda não há. Nenhuma sequência conseguirá tocar os corações e as imaginações daquelas minúsculas pessoinhas naquela sala escura como o filme original conseguiu. Não importa quantos Chris Pratts se contrate. Porque o filme é maior que o somatório de suas partes. A trilha sonora de John Williams cria o ambiente perfeito, da maneira que apenas John Williams é capaz de fazer, a fotografia é linda, os atores foram escolhidos a dedo. Sam Neill como o palentólogo que, comigo, deixou uma lágrima correr o rosto ao ver, pela primeira vez, um Brachiosaurus vivo, Jeff Goldblum como o cientista-estrela sarcástico, os menininhos sabichões adoráveis. A história é simples, gostosa, ágil e contada com a habilidade de poucos. Porque poucos sabem como mover um espectador como Spielberg sabe. E os dinossauros, cara… Eu falei que tem dinossauros? Dinossauros de verdade? Dinossauros, cara! Caralho!!! Na minha opinião esse filme deveria ser exibido em cada escola do mundo nas aulas de biologia e o professor diria: “Nós não sabemos com certeza se os dinossauros eram assim, mas eu espero que tenham sido, porque se não for o caso, terá sido uma pena”.
Por Vlamir Marques


5º – Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark), de 1981

Sabem aquele gênero cinematográfico que toda criança brasileira das décadas de 80 e 90 entende por “Filme de Sessão da Tarde”? Pois então, Os Caçadores da Arca Perdida é o modelo de esmero técnico, qualidade artística e pura diversão no qual absolutamente todos os filmes de puro entretenimento se basearam e ainda se baseiam. À exceção de suas duas continuações (vamos aqui ignorar o violentíssimo estupro grupal perpetrada por Spielberg e George Lucas no quarto filme), nenhum outro filme jamais chegou perto aos níveis de diversão e aventura trazidos pela primeira história do hoje lendário Indiana Jones, interpretado por aquele que é provavelmente o ator mais icônico da história do cinema-pipoca. Ganhador de 4 Oscars técnicos e indicado a Melhor Filme e Direção em uma época em que filmes do tipo eram esnobados, Os Caçadores da Arca Perdida ainda é o molde no qual qualquer filme do gênero deve se basear, mesmo que, ao final, a gente perceba que as ações de Indy em nada afetam o resultado final da história.
Por Gustavo David

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