4º – Tubarão (Jaws), de 1975

Com apenas duas notas musicais e uma barbatana, Spielberg conseguiu a proeza de transformar qualquer praia no mundo, em especial as de águas escuras, em zonas de perigo extremo e eminente. Considerando que vivo em uma cidade turística e costeira, minha diversão de final de semana acabou da noite para o dia após assistir em casa com meu pai, ainda criança, Tubarão. Esse clássico foi o 1o sucesso desse que viria a ser uma máquina de dirigir “blockbusters”, mas veio a um custo elevado. Diversos problemas com o elenco, que não se dava muito bem, orçamento estourado e efeitos visuais não satisfatórios (convenhamos, aquele tubarão de látex não é aquela maravilha) criaram uma enorme pressão na produção e ameaçavam a carreira desse jovem diretor. Felizmente, quando Tubarão chegou às telonas foi um hit como nenhum outro. Seus personagens são carismáticos, em especial a química entre Quint (Robert Shaw), o pescador contratado para dar cabo do nosso antagonista, Matt (Richard Dreyfuss), o biólogo marinho especializado nos great white sharks (assim que gosto de chamá-los), e Martin (Roy Scheider), o xerife da cidade onde ocorrem os ataques. Como não lembrar da icônica cena deles bebendo e cantando ao anoitecer na frágil embarcação embalada pelas ondas do oceano ou da famosa frase: “Vamos precisar de um barco maior”? Por tudo que esse longa fez pela indústria cinematográfica e pela carreira de Spielberg, Tubarão merece esta posição no top, lembrando, ainda, que foi o vice-campeao em nosso Top 10 – Filmes de Monstro.
Por Ryan Fields


3º – O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan), de 1998

Uma família envia para a guerra 3 irmãos. Dois morrem e o sobrevivente, o tal Soldado Ryan (Matt Damon) ganha um bilhete para casa por causa de uma política ao mesmo tempo humana e desumana, sensível e estapafúrdia. Ryan, contudo, está atrás das linhas inimigas e um pelotão inteiro, liderado por Tom Hanks, é destacado para a missão esdrúxula de ir resgatar o soldado Ryan. Valendo-se deste mote para falar da humanidade e do fortalecimento das relações humanas diante da maior adversidade de todas (e Spielberg continuou a demonstrar seu fascínio com a segunda guerra ao produzir minisséries nada menos que espetaculares como Band of Brothers e The Pacific), Steven realiza um colosso técnico, detentor de uma das maiores e mais bem filmadas cenas iniciais da história do Cinema, que entra para a história ao revolucionar a maneira de se fazer filmes de guerra a partir de então, permanecendo como um dos melhores do gênero de todos os tempos.
Por Gustavo David
 

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