2º – A Lista de Schindler (Schindler’s List), de 1993

Hoje o Rio de Janeiro exibia uma daquelas manhãs esplendorosas que só essa cidade sabe produzir. Animado pela beleza, corri alguns quilômetros sorvendo uma das mais belas vistas que meus olhos têm o prazer de experimentar todos os dias: aquela que vai do Aterro do Flamengo à Urca. A beleza era tanta, que quase esqueci que o Horror pode existir no mundo. Esquecer é perigoso. Esquecer desumaniza. Para que não esquecêssemos do Mal que espreita, Steven Spielberg produziu o filme que ele mesmo define como sua maior realização: A Lista de Schindler. Ao tocar na ferida ainda aberta do Holocausto, o, na visão de muitos, rei do cinema escapista construiu uma das maiores e mais tocantes obras-primas da cinematografia universal. A história do empresário alemão Oskar Schindler, que salvou 1100 judeus do genocídio, é um grito de alerta e é cinematograficamente perfeito. Cada frame em preto-e-branco, cada fala do roteiro, cada atuação impecável perpetua o olhar de um dos mais brilhantes e humanos cineastas de todos os tempos. Sempre digo que um filme pode ser bom por vários motivos, mas ele só se torna inesquecível se deixar para o espectador uma imagem , uma única imagem, que polarize a memória e emocione sempre. A menina de vermelho, correndo não notada para, mais tarde, ser mais um cadáver na pilha de corpos de uma das maiores barbáries da Humanidade é uma das mais fortes e inesquecíveis imagens da sétima arte.
A Lista de Schindler é cinema para acordar. É a Arte exercendo uma das suas mais sagradas funções: o soco no estômago. É tão vívido que gerou frutos além dele. O filme levou o seu diretor a fundar a Shoah Foundation, instituição que preserva a memória das vítimas do Holocausto e de outros genocídios. Porque esquecer é perigoso.  Esquecer desumaniza. Que não nos esqueçamos. Spielberg sabe disso, assim como também sabia o poeta sobrevivente de Auschwitz, Primo Levi: “Vós que viveis tranquilos / Nas vossas casas aquecidas, / Vós que encontrais regressando à noite / Comida quente e rostos amigos: / Considerai se isto é um homem / Quem trabalha na lama / Quem não conhece a paz / Quem luta por meio pão / Quem morre por um sim ou por um não. / Considerai se isto é uma mulher, / Sem cabelo e sem nome / Sem mais força para recordar / Vazios os olhos e frio o regaço / Como uma rã no Inverno. / Meditai que isto aconteceu: / Recomendo-vos estas palavras. / Esculpi-as no vosso coração / Estando em casa, andando pela rua, / Ao deitar-vos e ao levantar-vos; / Repeti-as aos vossos filhos. / Ou que desmorone a vossa casa, / Que a doença vos entrave, / Que os vossos filhos vos virem a cara.
Por Marco Medeiros


1º – E.T. – O Extraterrestre (E.T. the Extra-Terrestrial), de 1982

Se a lenda viva que é o titio Spielberg definiu o conceito de “blockbuster” em 1975 com o espetacular “Tubarão”, ele o aperfeiçoou 7 anos depois com a obra E.T. – O Extraterrestre, criando um super clássico lembrado por todas as gerações a partir daí. A aventura conta a história do jovem Elliott (Henry Thomas), que precisa ajudar o personagem titular a voltar ao seu planeta. O filme foi revolucionário pra época e um mega sucesso de público e crítica, garantindo uma penca de prêmios, vários por sua trilha sonora (Amém, John Williams). Também ocupou a posição de maior bilheteria de TODOS OS TEMPOS até o diretor lançar o primeiro “Jurassic Park”, mas ambos foram superados por produções do James Cameron. Você vai rir, chorar, ficar tenso e sentir uma nostalgia (dependo da sua idade) com esse filmaço. Essencial pra todo mundo!
Por Valentina Schmidt

 

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