10º – Spike Jonze, por Marco Medeiros

Eu lembro do dia em que Spike Jonze entrou na minha vida. Era 2002, chovia e eu estava apaixonado. Eis que na TV aparece o clipe novo da Björk, uma leitmotiv da minha existência. “It’s Oh So Quiet”. Foi amor à primeira vista, literalmente. Pirei naquele diretor que conseguia fazer a islandesa, guardas-chuvas, a própria câmera e o meu coraçãozinho dançarem. De lá prá cá, o americano de 48 anos só produziu diamantes. Seus filmes são obrigatórios para qualquer um que queira descobrir como se pode unir poesia, maluquice, roteiros explosivos e desconstrução de atores, clichês e do cinema em si. Além do clipezinho da Björk (que para ver basta clicar em seu título acima), não deixem de assistir aos 4 longas do moço: Quero Ser John Malkovich (John Malkovich? John Malkovich?), Adaptação (Nicolas Cage na melhor atuação da vida e Sua Santidade Mrs. Streep completamente pirada), Onde Vivem os Monstros (a infância  mostrada com tamanha delicadeza triste) e Ela (nunca mais você vai enxergar a Siri e o amor com os mesmos olhos).

9º – Tim Burton, por Ryan Fields

Faço aqui uma mea culpa por Tim Burton estar entre os 10 melhores desse top, mas ele é o melhor diretor em atividade para mim por alguns motivos que talvez tenham escapado aos meus amigos do Metafictions. Eu preciso que o filme que eu estou vendo seja crível, mas ao mesmo tempo, o que pode parecer um paradoxo, eu gosto de temas fantásticos. É aí que eu encontro o brilhantismo do Tim Burton. Ele é um dos poucos diretores que consegue unir o fantástico a um mundo plausível. Mais do que isso, ele aborda essas fantasias com uma delicadeza infantil e com tons tenebrosos, como se estivéssemos em um sonho que se torna pesadelo. Isso tudo reforçado com a parceria dele com Johnny Depp e Danny Elfman, criando uma atmosfera envolvente em suas películas. Belos contos nos foram apresentados com essa roupagem: musicais, comédias, dramas, sátiras, curtas e animações. Um diretor muito versátil. Só não o deixem fazer uma regravação.

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