8º – David Lynch, por Thotti Cardoso

Se fosse preciso definir ousadia no cinema, eu usaria apenas o nome Lynch. Deformando a realidade, o cineasta inglês recusa as respostas simples, dá voz aos confins da mente e luta contra qualquer dose de “explicacionismo”. Esoterismo compulsivo, surrealismo fascinante, todo filme de Lynch é uma viagem por signos proibidos que dão sentido a narrativas tão confusas quanto preciosas. Acima de tudo, um cineasta que valoriza seu público e trata-o como deve.

7º – Chan-Wook Park, por Renê Vettori

Poucos são aqueles que conseguem realizar uma obra que se torna eterna. Menos ainda são aqueles que a fazem de maneira perfeita, no sentido mais estrito da palavra. É o caso de Chan-Wook Park com Oldboy, filme este que considero o melhor do século XXI. Mas, para além de um só título, Park consegue se apresentar como o cineasta que melhor filma, fazendo de cada frame seu uma imagem irretocável, indispensável, única. Seu Cinema é a um só tempo arrebatador e incomparável. Ao Michelangelo da cinematografia, ofereço minhas eternas reverências.

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