6º – Hayao Miyazaki, por Thotti Cardoso

Hayao Miyazaki é muito mais que um diretor de cinema. O nipônico é um grito de esperança num império niilista, conformista e pessimista. Um profeta da natureza, amor e da animação. Em suas protagonistas femininas, nos delicados gestos e aventuras nascidas de sua mente, Miyazaki descobre e redescobre a essência humana, em obras tão prazerosas quanto poderosas. O fundador do Studio Ghibli é o melhor que o Japão tem a oferecer. E isso é muita coisa.

5º – Pedro Almodóvar, por Anderson Gomes

Depois de Fellini, provavelmente nenhum outro diretor europeu tem uma assinatura estética tão definida quanto Almodóvar. No século XXI, o cineasta espanhol continuou dando seu salto de maturidade, especialmente em termos de complexidade com que aborda as relações humanas. Sua filmografia neste milênio se iniciou com uma trilogia formidável sobre amores e desamores: Fale com Ela, Má Educação e Volver. Seu trabalho prosseguiu com insuspeitas incursões sobre filmes de gênero: o mistério de Abraços Partidos, a ficção científica de A Pele que Habito (provavelmente o mais maduro filme sobre a questão de gênero no cinema recente) e a comédia rasgada Os Amantes Passageiros. Força criativa do cinema espanhol desde a década de 1980,  Almodóvar e sua estética singular estão longe de dar sinais de esgotamento.

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