10º – Lady Macbeth, lançado em 17 de agosto de 2017, dirigido por William Oldroyd

Lady Macbeth é cinema soco no estômago. Aquele tipo de filme que fica no espectador durante muito tempo, quase um fantasma. No caso deste longa, a assombração vem em um dos seus formatos mais perigosos, pois ninguém está imune a ela: a paixão. Lady Macbeth é um filme sobre paixão, feito em estado de paixão. Estreando na função, William Oldroyd entregou uma das melhores direções dos últimos tempos, firme, única, marcante. O roteiro é daqueles de levantar cada pelinho do corpo. Um filme de silêncios loquazes, de planos inusitados, de amor e seus horrores. Mas seu grande legado, para além disso tudo, será ter apresentado ao mundo o trabalho de Florence Pugh no papel da protagonista Katherine. Leitor do MetaFictions, você ainda vai ouvir muito falar dessa moça. Em agosto do recém defunto 2017 eu escrevi nestas páginas virtuais que ela tinha apresentado a melhor atuação feminina do ano até aquele momento. Hoje, janeiro de 2018, eu afirmo: Florence Pugh, em Lady Macbeth, foi a melhor atriz de 2017.
Por Marco Medeiros
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9º – A Criada (Ah-ga-ssi), lançado em 12 de janeiro de 2017, dirigido por Chan-wook Park

Mais uma vez Park Chan-Wook investe em uma narrativa rocambolesca, de idas e vindas, como um tecelão a costurar uma vestimenta que é muito mais do que aparenta. Assim como fizera em Oldboy, com uma trama que é para além de algo trivial e que surpreende o espectador em diversos momentos, Park repete o que faz de melhor: envolver seu público na narrativa que controla como ninguém, fazendo de cada sequência do filme um pontilhado de sua costura, que conclui com a união perpétua daquele que assiste com sua história contada. Através dos personagens Sookee e Hideko, os planos criados pelo pecado da usura vão se fazendo mais presentes a cada cena e, tal qual a agulha e a linha a mergulharem no tecido, ora se escondendo, ora se revelando, as motivações vão, da mesma forma, brincando com os sentidos de quem é convidado por Chan-Wook para fazer parte deste conto poderoso e surpreendente. Com a estética sempre deslumbrante e incomparável, A Criada surge como um dos melhores filmes do ano – o que já é uma constante em relação às produções do visionário sul-coreano.
Por Rene Michel Vettori

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