8º – Corra (Get Out!), lançado em 18 de maio de 2017, dirigido por Jordan Peele

Assisti em casa Corra! e imediatamente me arrependi amargamente de não tê-lo visto no cinema. Este não é qualquer filme de terror. É um roteiro tão bem pensado e construído que ele se destaca no meio dos filmes do gênero. O roteiro instiga nossa curiosidade fornecendo um ambiente que, em geral, seria confortável, porém, neste caso, deixa-nos angustiados e desconfiados, ansiando por respostas. A grande originalidade do filme foi a abordagem da temática do racismo, que pouco é tratado neste gênero. A isto agregam-se ainda as atuações impecáveis, destaque para o choro do protagonista interpretado por Daniel Kaluuya. “Corra!” é um filme surpreendente e incrivelmente satisfatório, uma das mais belas surpresas do ano!
Por Gabriel Eskenazi
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7º – Eu, Daniel Blake, lançado em 5 de janeiro de 2017, dirigido por Ken Loach

Ken Loach tem uma peculiaridade que, em tempos de “cinema espetáculo” (e muitas aspas aí), sobressai e o coloca como aquela joia quase rara. Literatos sempre comparam Ernest Hemingway a um iceberg, definindo sua escrita como simples, porém de marcante profundidade. Uso a mesma figura para o cinema de Kenny, de forma que seu jeito de filmar é como uma câmera-testemunha que contempla o desenrolar de uma história a sua frente. E, dessa forma, os elementos mais cotidianos tomam proporções espetaculares (utilizando aqui a palavra em seu sentido pleno). A melhor atuação do ano com Dave Johns e um dos temas mais atuais e fortes da atualidade resultam em uma obra crua e cheia de poder. Nas mãos do delicado Ken Loach, Eu, Daniel Blake é o verdadeiro cinema espetáculo!
Por Rene Michel Vettori
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