10º – Vingadores: Guerra Infinita (Avengers: Infinity War), dirigido por Anthony Russo e Joe Russo, lançado em 26 de abril.

Chega a ser emocionante que esse filme sequer exista! Anos e anos esperando para esse bicho aparecer e acabar com todo mundo! Puta merda, a Marvel Studios entregou o maior filme possível. Vingadores: Guerra Infinita é épico, espalhafatoso, emocionante, engraçado, bem feito e incrível. Toda a jornada da Marvel até seu lançamento é sentida nesta obra. E que grande antagonista é o Thanos! Ele que carrega o filme, ele que intimida, ele que é o maior vilão da Marvel. Além do trabalho magnífico de construção emocional do personagem, os efeitos visuais são de cair o queixo. Tudo é crível, com texturas, cores e efeitos maravilhosos. É lindo ter acompanhado esses heróis durante dez anos só para culminar nesta batalha estrondosa. Vingadores: Guerra Infinita está em meu coração que com certeza será partido com a conclusão na continuação que sairá em 2019. Definitivamente, o “Império Contra-Ataca” dessa geração.
Por Gabriel Eskenazi


9º – Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississippi (Mudbound), dirigido por Dee Rees, lançado em 15 de fevereiro.

Fevereiro é o mês em que uma enxurrada de filmes indicados ao Oscar já lançados nos EUA chegam ao Brasil, sobrecarregando as salas de cinemas, cinéfilos e críticos. Dentro dessa leva e passando despercebido pela maior parte do público brasileiro, Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississipi te atinge de tantas formas e tão violentamente que ainda estou incrédulo com a sua não indicação ao Oscar como Melhor Filme em 2018. Mesmo ainda figurando na premiação nas categorias de Melhor Canção Original da própria Mary J. Blige, que também concorreu como Melhor Atriz Coadjuvante, Roteiro Original, que é impecável, e Cinematografia, que retrata com uma beleza singular o sudeste americano, uma região rural, pobre e que exibe as marcas da escravidão, o sentimento que carrego é o de injustiça quanto à falta de reconhecimento da película. Esse é um longa devastador e necessário, que expõe de forma crua os horrores de uma mentalidade pequena, mesquinha e cruel. Garanto que após escutar Pappy McAllan (Jonathan Banks) falar “você está no Mississipi agora”, você nunca mais será o mesmo.
Por Ryan Fields

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