8º – Infiltrado na Klan (BlacKkKlansman), dirigido por Spike Lee, lançado em 22 de novembro.

Infiltrado no Klan é filme para se guardar dentro da gente. Apesar do conhecimento prévio de que é baseado em eventos reais da década de 70, Spike Lee nos ilude numa narrativa tragicômica que beira a ficção, tamanha a qualidade da trama conduzida por personagens bem construídos por ingenuidade, maldade, inteligência, resiliência e perversidade. No embalo do filme você se questiona se tudo aquilo é verdade verdadeira e se deixa levar aparentemente por um final feliz, à luz da justiça e do humanismo, claro, com seu toque genial de deboche e exposição da vilania ao ridículo. Mas eis que o grand finale nos reserva um coice de realidade. Fatos documentais nos chapam na poltrona, quando o racismo atual nos é esfregado nas fuças, a irracionalidade e a desumanidade entram em cena de verdade, escancarando o preconceito contemporâneo saindo dos esgotos e mostrando sua face animalesca. Pior: respaldado pelos Estados retrógrados que se enroscam cada vez mais nas entranhas do planeta. Filme importantíssimo e necessário. Recomendo que seja assistido no mínimo duas vezes por semana, de preferência antes de colocar a cabeça no travesseiro.
Por José Guilherme Vereza


7º – Bohemian Rhapsody, dirigido por Bryan Singer, lançado em 1º de novembro.

O ano de 1985 foi sensacional para o universo da música. Além de famosos eventos como a colaboração “We Are The World” e o primeiro Rock in Rio, vários artistas se apresentaram no concerto Live Aid, do qual participou o Queen, lindamente representado em Bohemian Rhapsody. O filme mostra a longa jornada do grupo desde sua primeira apresentação até esse momento alternando o foco entre a evolução do vocalista Freddie Mercury (Rami Malek) e seu relacionamento com os outros membros. O drama musical relata os altos e baixos da longa e lendária carreira de uma das maiores bandas de todos os tempos. Incoerências cronológicas e biográficas à parte, a dedicação de cada membro é de admirar. Além das recriações de alguns de seus momentos mais marcantes, o elenco arrasa, apresenta uma química incrível e está caracterizado de forma sensacional. Rami Malek é um show por si só: cada trejeito e nuance do Freddie é perfeitamente capturado! Seus companheiros (dentro e fora da banda) também são muito bem interpretados e merecem reconhecimento. Apenas o fato de que os verdadeiros Brian May e Roger Taylor se envolveram em cada etapa da produção já desperta o interesse de qualquer fã de música. Aprecie esse vencedor de 2 Globos de Ouro!
Por Valentina Schmidt

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