4º – Nasce Uma Estrela (A Star Is Born), dirigido por Bradley Cooper, lançado em 11 de outubro.

Bradley Cooper tinha uma tarefa pesada: levar às telas uma história já contada outras três vezes, dar a cara a tapa estreando na direção no auge de uma bem-sucedida carreira de ator e dividir o protagonismo do filme com umas das maiores estrelas pop da música, a sempre marcante Lady Gaga. E não é que o moço deu conta? Nasce uma Estrela é um daqueles filmes que, sem grandes firulas, mas com a mais genuína emoção, faz com que os espectadores embarquem (mesmo já sabendo onde isso vai dar) na aventura de amor e arte entre Jackson, o astro em crepúsculo de álcool e drogas, e Ally, a estrela que sai do nada para a aurora de talento e glória. Com personalidade, beleza, uma Lady Gaga totalmente entregue a uma personagem que a obriga a despir-se de todos os excessos que a consagraram, a versão de 2018 se faz inesquecível e uma das melhores produções do ano. Junte a isso um punhado de belíssimas canções e uma gigantesca dose de humanidade, pronto, tá feito. Se você ainda não viu, leitor, prepare seu lencinho, abra sua alma e se jogue. Porque, roubando um verso da linda “Shallow” cantada por Gaga no longa, Nasce uma Estrela está “muito longe do raso”.
Por Marco Medeiros


3º – Lazzaro Felice, dirigido por Alice Rohrwacher, disponibilizado pela Netflix em 30 de novembro.

Por suas frestas úmidas de inocência, tintas frescas de crítica e uma narrativa onde a sensibilidade tateia espessa, Lazzaro Felice se consagra enquanto parábola contemporânea. Num realismo fantástico, cujo lirismo fino é a maior virtude, a película italiana merece seu lugar nessa lista por esculpir na tímida e corajosa sutileza do protagonista a lança capaz de ceifar o uivo entranhado na alma do tempo.
Por Thotti Cardoso

Sugestões para você: