2º – Me Chame pelo Seu Nome (Call Me By Your Name), dirigido por Luca Guadagnino, lançado em 18 de janeiro.

Cercado por uma paisagem hedonista, narrativa poética e deslumbres estéticos na fotografia, Me Chame Pelo Seu Nome é um filme orgásmico – não há melhor palavra. A história de verão entre um jovem menino e um homem em alguma cidadezinha da Itália é o que compõe a produção, mostrando um belíssimo roteiro que retrata a punção sexual sem comercializar, além de mostrar honestamente o tormento e prazer que Elio (Timothée Chalamet) e Oliver (Armie Hammer) vivenciam durante sua paixão. Tudo isso ao som de Mystery of Love, de Sufjan Stevens. De uma delicadeza tocante e hipnótica, o longa de Luca Guadagnino é de cair o queixo.
Por Larissa Moreno


1º – Roma, dirigido por Alfonso Cuarón, lançado em 14 de dezembro.

Toda obra de Arte, em certa medida, é autobiográfica. Quando, porém, ela é propositalmente criada a partir da essência de seu artista, o resultado é muito mais sensível. Roma, novo filme do brilhante Alfonso Cuarón, é uma revisitação à infância do diretor, cujas sequências de raro deslumbre saltam à tela pela delicadeza e amor expressos a cada frame. Uma ode cinematográfica aos elementos que, provavelmente, mais se fizeram presentes em sua lembrança. O conto simples de uma família que sofre com a separação dos pais e vê na criada – que também enfrenta seus dramas pessoais – uma forma de alicerce nas relações afetivas dentro da casa que percebe um vazio deixado pelo patriarca de outrora é tão profundo quanto mais sutil são suas cenas. Cuarón escolhe dizer pelo silêncio, gritar pela imagem, dar cor a partir dos tons de cinza imperativos em seus quadros. Uma antiga canção de ninar, um edifício de memórias, um poema de amor – Roma alcança a ternura de uma infância pura que se obriga a amadurecer, entendendo naquele sentimento mais belo a chance para continuar.
Por Rene Michel Vettori

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