10º – O Farol (The Lighthouse), dirigido por Robert Eggers, disponível no Telecine Play.

Na décima posição da nossa pretensiosa lista de melhores filmes de 2020, temos O Farol, dirigido por Robert Eggers e estrelado pelo vampirinho do Crepúsculo (Robert Pattinson) ao lado do Duende Verde (Willem Daffoe). De todos os filmes que tiveram alguma ligação com o último Oscar, esse certamente foi o que mais me marcou pela potência de suas cenas, levando-nos da confusão ao nojo, do alívio cômico à melancolia. Os sonhos mórbidos e a tensão absoluta, os incontáveis momentos de flerte com a insanidade e as atuações esplendorosas são um espetáculo a parte. O preto e branco granulado da câmera antiga nos permite, ainda, navegar por cada ato naquele farol sob diferentes óticas imersivas propostas pela direção. É um filme pra quem gosta de poesia!
Por Caio Henriques


9º – AmarElo – É Tudo pra Ontem, dirigido por Fred Ouro Preto, disponível na Netflix.

AmarElo – É Tudo Pra Ontem já traz em seu título o estado de urgência em que acontece e grita. Exibindo os bastidores do show icônico do Emicida no Teatro Municipal de São Paulo, o documentário de Fred Ouro Preto vai muito além de apenas mostrar a trajetória e os pensamentos do rapper de inteligência aguçada e consciência social que não se esvaiu com a fama. AmarElo é um libelo, um documento, um berro de uma negritude que não abaixa a cabeça e aceita seu apagamento literal e metafórico. AmarElo é uma celebração negra aos negros que construíram e constroem todos os dias a cultura desse Brasil que, apesar de dever muito a eles, ainda insiste em matar os de pele preta. AmarElo é uma beleza audiovisual que avisa que, das gargantas periféricas do país, sai um aviso que é bom que os cães raivosos ouçam: “Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro”.
Por Marco Medeiro

Sugestões para você: