8º – Joias Brutas (Uncut Gems), dirigido por Benny Safdie e Josh Safdie, disponível na Netflix.

Os irmãos Safdie estão a caminho de solidificar um legado de um cinema autoral automaticamente identificável. Meu primeiro contato com eles foi o excelente “Bom Comportamento” de 2017, no qual o próprio Benny Safdie atua como o irmão com questões cognitivas de Robert Pattinson que está preso. O que esse filme tem de bom, foi posto a quinta potência em Joias Brutas. Temos um ritmo alucinante ao ponto de ser difícil desviar os olhos da tela e não se perder com diálogos, uma montagem e um cinematografia que te engolem e sobrecarregam. Há nitidamente uma urgência em cada cena e sempre há algo em jogo, mesmo que você não saiba muito bem o que seja. Tudo isso conduzido pela atuação nada menos que brilhante de Adam Sandler que essencialmente faz ele mesmo sem as caras e bocas de suas comédias pastelão. Não é uma obra para todos, mas uma coisa é certa: não tem como você ficar indiferente a um dos melhores filmes do ano.
Por Ryan Fields


7º – O Som do Silêncio (Sound of Metal), dirigido por Darius Marder, disponível no Prime Video.

Com O Som do Silêncio, Darius Marder teve mais que uma estreia como diretor e roteirista de longa metragem. Marder criou uma sinfonia audiovisual. A saga de um baterista que vai ensurdecendo pode parecer, à primeira vista, um competente estudo de personagem. Só que essa obra que estreou diretamente no Amazon Prime é, como uma boa sinfonia, uma poderosa estrutura cheia de camadas. Um roteiro impecável, uma direção inspiradíssima, um protagonista que, incorporado em uma performance absurdamente plena de Riz Ahmed, nos faz sentir cada emoção que o permeia. É filme de arrepio, de sentir na pele. E, como música boa, se impõe no equilíbrio delicado e cortante que instaura entre seus sons e, principalmente, seus silêncios.
Por Marco Medeiros

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