2º – Soul, dirigido por Pete Docter e Kemp Powers, disponível na Disney Plus.

Soul é daquelas animações existenciais que chacoalham qualquer espectador. Filme travestido de infantil, suas questões falam muito diretamente ao que cada indivíduo pensa no seu dia a dia, muitas vezes sem encontrar respostas. O sentido da vida é o centro da jornada dos dois personagens principais dessa produção, assim como a nossa, e a obra consegue criar uma narrativa ao mesmo tempo tocante e sincera, fazendo-nos aproveitá-la sensível e divertidamente. Um dos raros títulos cujo tema central não é a educação, mas que exalta a figura do professor, em sua conclusão percebemos que inspirar os outros talvez seja um dos motivos de nossa busca. E Soul é definitivamente inspirador.
Por Rene Michel Vettori


1º – 1917, dirigido por Sam Mendes, disponível no Telecine Play.

Disputando com o excepcional “Parasita” o prêmio de melhor filme no Oscar do ano passado, não teria sido exagero nenhum se 1917 houvesse ganhado. Trata-se daquela que é talvez a mais tecnicamente (som, cinematografia e tudo relacionado a isso) perfeita obra já filmada. Só isso. Sam Mendes, diretor de tantas outras obras extraordinárias (“Beleza Americana”, “Estrada para Perdição”, dentre outras), já mostrara todo seu talento antes, mas, assessorado pelo ser mitológico que é Roger Deakins, o diretor de fotografia cuja vitória no Oscar foi das coisas mais merecidas que já vi em toda a minha vida, ele faz aqui seu tour de force, uma verdadeira experiência cinematográfica, daquelas que mostram que o streaming não tem a menor possibilidade de substituir a boa e velha sessão de Cinema. Em tempos de pandemia, poucas coisas são mais lamentáveis do que saber que filmes como 1917 serão majoritariamente vistos em casa, sem a grandiosidade que tudo aqui exige.
Por Gustavo David

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