4º – Game of Thrones, 6 temporadas (2011- ), criada por David Benioff e D.B. Weiss

Por onde começar a falar de Game of Thrones? Talvez dizendo que foi a série que mais recebeu prêmios na história dos Emmys (38 estatuetas)? Ou talvez pelo título de série com o maior número de exibições simultâneas da Terra (173 países na última temporada)? Programa mais pirateado de todos os tempos? Responsável pela terapia futura de crianças que foram registradas com os singelos nomes de Khaleesi, Daenerys, Arya, Tyrion? Seja por qualquer abordagem, a conclusão é única: Game of Thrones não é TV, é um dos maiores fenômenos de cultura pop dos nossos tempos. E merece mesmo o seu lugar de mais-mais do mundo. Cada episódio tem um tratamento mais cuidadoso que muito longa-metragem por aí. Os roteiros quebram todas as expectativas e zombam do nosso medo de que a sua personagem crush morra a qualquer cena. A noite pode ser escura e cheia de terrores, o inverno pode chegar, Jon Snow pode nunca saber de nada e Danny com certeza adicionará novos títulos a seu nome (imagino como ela sairia no copo da Starbucks). Mas uma coisa é certa: Game of Thrones mudou os caminhos do que nós conhecíamos como audiovisual. E eles têm dragões, cara, dragões!!!
Por Marco Medeiros


3º – True Detective, 2 temporadas (2014- ), criada por Nic Pizzolatto

Em 2014 tivemos uma bela temporada, talvez a melhor, de “Game of Thrones” até agora. A batalha pela Muralha, julgamento de Tyrion e a morte de Oberyn (spoiler alert). Meio que eu já entrava em depressão quando comecei a reparar nos comerciais da HBO e trailers que circulavam a internet sobre uma nova série da emissora, True Detective. Fiquei intrigado pela bela chamada e atores que, apesar de serem grandes, não estavam no auge de suas carreiras, Matthew McConaughey e Woody Harrelson. Vale ressaltar que ambos, após a série, explodiram na mídia, inclusive rendendo um Oscar como melhor ator para Matthew no longa Clube de Compras Dallas. A série estreou logo após o término de GOT e, após o 1º episódio, já a considerava uma das melhores produções que vi na TV. Extremamente bem escrita por Nic Pizzolatto e atuada por todo o elenco, a série se passa na pobre região do sudeste americano, na longínqua década de 90 e conta a história de dois detetives que estão em busca de um serial killer, o Rei Amarelo. Pode parecer trivial, mas a profundidade dos diálogos entre os dois detetives, que possuem filosofias e personalidades contrastantes, te prendem como nenhuma série do gênero jamais te prendeu. Embora a 2ª temporada não seja tão boa quanto a 1ª, ela ainda é bastante satisfatória e conta com uma outra história e elenco, mas segue os mesmos parâmetros. Ficamos no aguardo da possível 3ª temporada em 2018.
Por Ryan Fields

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