Muito já li sobre a importância do material fonte que o longa se propõe a adaptar. Tendo profunda influência na maior franquia cinematográfica do universo conhecido, “Star Wars”, “Valérian and Laureline” é uma opera espacial da década de 1960, escrita por Jean-Claude Mézières, em uma das escolas de história em quadrinhos de grande importância, a França.

Infelizmente nunca li nada dessa série e me envergonho, então minha avaliação carecerá desse referencial. No entanto, não ser fiel ao material original não significa que o longa é ruim. Muitas concessões precisam ser feitas para transcender de mídia, Oldboy que sirva de exemplo (fala, Rene!).

Em Valerian e a Cidade dos Mil Planetas  temos a história de dois agentes, Valerian (Dane DeHaan) e Laureline (Cara Delevingne) encarregados de recuperar um poderoso artefato que pertence ao governo de Alpha, quase uma comunidade que passou pelo Favela-Bairro, nitidamente construída com puxadinhos para os agregados (aliens), mas totalmente habitável.

Química ZERO.

Dentro de Alpha uma anomalia se instalou e cresce exponencialmente, botando em risco toda a comunidade de milhões de seres. A partir daí segue-se uma conspiração que envolve aliens e péssimas tomadas de decisão passadas dos personagens centrais.

Tecnicamente o filme tem seus altos e baixos. Os efeitos visuais são vislumbrantes, mas muitas cenas existem apenas para esfregar nas nossas caras o quanto eles gastaram do orçamento nisso. Muita exposição e explicações dos locais e seres desse universo são arremessados na nossa cara a todo momento sem qualquer contextualização, tornando o filme excessivamente longo.

Comunidade Alpha.

Isso ficou muito claro na desnecessidade da presença da Rihanna no filme, tomando bons 30 min de tela para ABSOLUTAMENTE NADA.

Apesar de ser algo que desgasta, o tamanho do filme não seria um problema caso os dois protagonistas não fossem atores de tão pouca expressão, com diálogos terrivelmente escritos e, para piorar, mal interpretados. Isso fez com que as 2h20min do filme parecem uma maratona de série da Netflix no qual os 2 primeiros episódios são bons, mas os outros 10 uma merda inacreditável.

A cereja do bolo vem de uma grande revelação para a qual somos preparados durante todo o filme e é, também, onde o longa se apoia. A premissa é uma sucessão de eventos tão inacreditáveis isoladamente, que postos juntos chegam a ofender a inteligência do espectador.

Os Na’vi desse universo.

Luc Besson, diretor de bons filmes como O ProfissionalO Quinto ElementoJoana D’Arc (eu gosto) e Lucy (há quem goste), dirige esse trem desgovernado. Embora a obra contenha certos momentos que despertam certa nostalgia de “O Quinto Elemento” por causa de elementos estritamente visuais, o longa é muito cansativo e pouco recompensador.

Considerado um flop nos EUA, Valerian e a Cidade dos Mil Planetas luta no mercado internacional para se pagar. Bem… eu contribuí para isso. E você?

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