Sabe uma coisa bem interessante de fazer resenhas em uma mídia pública? É o quanto as pessoas podem ter opiniões oscilantes a respeito. Constantemente defendo os filmes da DC da atualidade (excluindo Esquadrão Suicida), mas ao mesmo tempo vejo gente com raiva, caso de um crítico famoso que não gostou de Batman Vs Superman (BvS para os mais íntimos), ou ódio dos mesmos do meu comparsa Ryan Fields. Não afirmo com completa certeza se o público que essa resenha concordará comigo ou se me tornarei alvo de xingamentos.

Eu fui assistir a um filme cujo conteúdo era de explosões, carros batendo, pessoas gritando e tiros voando. Saí entusiasmado do cinema, pois eu tinha visto uma obra de arte de batalhas com carros em pleno deserto em um futuro apocalíptico (???). O nome do filme é “Mad Max: Estrada da Fúria”, de 2015, um balé de batalhas insanas e inovadoras, bolado de maneira brilhante por seu diretor, George Miller.

Corta para mais ou menos dois anos depois…

Not Mad Max 🙁

Após quatro semanas ausente do site, vou finalmente ao cinema em uma PRÉ ESTRÉIA para assistir a uma película a respeito da qual tomei para mim a responsabilidade de dissertar. Ao selecionar este filme para resenhar, notei o quão interessante iria ser. O que mantém a franquia “Velozes e Furiosos” viva até hoje? Seria Vin Diesel? The Rock? Carros batendo um no outro? Posso dizer com clareza que é um conjunto de atores bombados, carros e história ridícula/fácil.

Quarta feira, 12 de abril de 2017. O pequeno Eskenazi chega ao cinema para assistir “Velozes e Furiosos 8”, esperançoso de ter uma base de fãs esperando o filme começar, pois como eu disse, era a PRÉ ESTRÉIA, sem contar pré feriado, e não é que me decepcionei? Éramos euzinho e mais três ou quatro casais…

Confesso que não esperava por essa. Após algum tempo chegou um amigo meu, o único que aceitou compartilhar esta aventura comigo.

Trocando a patroa por Charlize

Dom (Vin Diesel) está em lua de mel com sua esposa, quando ele encontra uma mulher chamada Cipher (Charlize Theron). Ela diz que ele terá que trair sua família (esposa, The Rock e o resto) para trabalhar para ela. Dom trai a sua equipe e faz uma sucessão de ações a favor de Cipher, que é uma terrorista. Agora a família, liderados por Luke Hobbs (Dwayne  Johnson), vai tentar salvar Dom e entender o que está acontecendo.

Pessoalmente sou uma pessoa que gosta desde um filme cabeça até algo sobre monstros caindo na porrada. Acredito que ambos são arte às suas próprias maneiras. Então por que eu gostei tanto de Mad Max e não gostei de Velozes e Furiosos 8 (já adiantando pra vocês)? Simples! Por que Mad Max sabe o que ele é e explora o que tem a oferecer, um espetáculo visual com uma puta ambientação e uma bela direção, enquanto Velozes e Furiosos sabe o que é e oferece algo gratuito, que trata o espectador como idiota. Quando acontece alguma cena incoerente ou alguma coisa que não faz sentido, é jogado uma cena de ação para “desviar a atenção” de quem está assistindo, e isso é triste, muito triste!

O personagem de Vin Diesel é vazio. O roteiro tenta demonstrar um apelo dramático em algumas cenas, que é esquecido completamente. Nem a questão de ele abandonar a família é explorada bem. O que resulta do protagonista? Um bombado que faz cara de mal e dirige um carro violentamente.

Coitada da Charlize Theron… Ela tenta, uma atriz muito boa, mas para uma personagem medíocre que quer dominar o mundo através do terrorismo. V A Z I O. Uma boa atriz, com objetivos mal explorados e sem peso nenhum em cena. Triste!

E os coadjuvantes? Bombados, piadistas, sem nenhuma carga dramática para eles. Tão esquecíveis que juro que só lembrei do nome do Vin Diesel, por falarem a cada dez segundos, e o nome da vilã, por que achei legal. Mas de resto…

The Rock, Cabislé, Turk, Filho do Clint e modelo de cueca.

Gosto do “The Rock”, mas pelo amor de Deus, né? Com ele acontece a mesma coisa que acontece com Dom, com a tentativa de explorar uma dramática com a filha dele que só é mencionado duas vezes no filme inteiro. Tinha o Kurt Russel, o filho do Clint Eastwood… É assim que eu lembro deles.

E as sequências de ação? Pois o filme é feito para elas. Não me animaram. Não teve nenhum momento em que uma batida de carro me fez soltar um “Caralho!!!”, inclusive a batalha final me deu sono. São bem feitas no sentido de efeitos, com certeza! Mas se só os efeitos são bons e o resto não é empolgante, para mim não funciona. Agora, tem umas coisas nas batalhas que são um tanto absurdas, a ponto de te dar vontade de xingar, mas é só você relaxar um pouquinho que passa. Nem preciso comentar que o roteiro é mal escrito né? Quantas cenas desinteressantes. E está na hora de contratar alguém que construa personagem por que desse jeito não dá!

Sim. Isso acontece.

Como posso resumir “Velozes e Furiosos 8”?

BOOM! TATATA! Bitch! BOOM! VRUUUUMMM. TRRRRTATATA!

E, por último, “vazio”. Este filme está longe de ser maluco o suficiente para eu dizer que eu gostei. Mas para você que não liga para essas coisas que eu falei, você vai sair com um sorriso do cinema. Por que afinal, também sei o que é ficar com raiva de alguém que fala mal do que você gosta…

Cumprimentos para Barto, que foi o amigo que me acompanhou durante esta situação e para Leo. Desculpem-me!

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